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#1 - Ensaios sobre um triz, 2021.

  • Foto do escritor: Rebeca Tadiello
    Rebeca Tadiello
  • 3 de jun. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 6 de jun. de 2021

____________Um espaço-tempo para compartilhamentos de processos: recorteS-interfaceS entre discussões, pensamentos, universos de movereS, diálogos - fluxos artísticos postos em transi-códigos, meios que se põe enquanto fazer-experimento. ____________





Em 2020, uma proposta de debruçamento surge como vislumbre para um futuro próximo; trata-se do primeiro passo para o desenvolvimento de um processo de criação em arte. Acontece que o primeiro passo, a ideia / o desejo e a hipótese já eram, de alguma maneira, o início de um caminhar, que ao ser vislumbrado, traçara-se de um certo modo.


O primeiro traço, por sua vez, foi revisitado e re-traçado à medida que o vislumbre teve a oportunidade de desenvolver-se enquanto projeto: cada traço ganha um viés de processo, sempre a ponto de ser ressignificado e re-apropriado de acordo com o seu próprio desenvolver; contínuo mover que declara o processo-recorte enquanto via; um mover-ação encadeado por propósitos que se mantém e se complexificam.


Iniciado oficialmente em março de 2021, "Ensaios sobre um triz- desenvolvimento autoral partilhado” é posto, assim, como um processo de criação artística em dança que explora imbricações com outras linguagens (vídeo, fotografia, áudio, comunicação-mídia-digital).


"Ensaios sobre um triz", por sua vez, é o nome de um solo em dança que vem sendo desenvolvido ao longo do período de duração do processo como um todo. O solo põe-se enquanto um pesquisar em dança, ou seja, mostra-se em processo de elaboração com vieses reflexivos que experimentam formas de conceber cena, arte, movimentação. / A pesquisa como uma possibilidade de fazer dança, de explorar um fazer artístico tendo em vista macro-contextos e micro-contextos (o pensar próprio de cada pessoa, de cada artista sempre em contato com mundoS).


As matérias encadeantes do que consideramos ‘cena expandida’ perpassam-se num contaminar mútuo, em que os aspectos de cada meio são dispostos a construírem uma poética em escalaS. Deste modo, o processo de criação do solo em dança é transpassado por propostas de outras linguagens/meios/diálogos, e estes afetos são encadeados enquanto propostas cênicas que interferem em corpo/em corpos e que desencadeiam as obras finais - resultantes de todo esse pensamento.


A criação expandida entra como uma proposta sobre o ‘estar junto’ enquantoartistas envolvidos e sobre como achar vias de transcodificar um processo de criação artística experimental em formas de diálogos. Nisto, entra uma vontade e uma via de acesso experimental-propositivo aos públicos que são alvos do projeto: traçar um viés de comunicação relacional estético-poético-experimental com eles. O convite é para acompanhar os meios para, então, interpretarmos juntos os “fins” dados como recorte de uma trajetória.



Destacam-se, assim, dois pontos que perpassam a criação expandida. São eles: 1) pesquisa e experimentação e 2) enfoque em propostas que considerem olhares pessoais e caminhos próprios de experimentação (o “autoral”) de cada um dos artistas que se unem, pois, para elaborar estes ensaios.


Por ‘pesquisa’ entendemos (até o momento) um processo qualitativo que circunda o fazer artístico; a qualidade desse processo pressupõe explorações-experimentações e reflexões sobre o tal "processar a obra”; o tipo de experimentação é um pensar, e como existem vários tipos de pensar, logo, há várias maneiras de pesquisar. / Por ‘autoral’, entende-se: abordagens e movereS próprios de cada artista, pensamentos e olhares a serem experimentados e a provocarem desencadeamentos num todo.


O que nos escapa, diante disso tudo, além dos devireS habituais de toda criação que se embasa em processo de busca e de experimentação, é que, o projeto é desenvolvido em meio à crise sanitária desencadeada pelas cepas do COVID-19. As propostas artísticas surgem diante deste cenário, que implicam, nas entrelinhas, uma dramaturgia instável diante das contingências e dos humores políticos, uma dramaturgia que recai sobre um “lidar” quase radical, que propõe re-movereS a toda hora, de forma intensa.


Entre questionamentos e vontades, o corpo é, pois, argumento, e seus movereS são proposições de como estar em mundo - fluxos que nunca cessam.


Salienta-se, pois, a vontade de trocar, expor, comunicar esses habitareS todos; proporcionando um contorno possível sobre os entendimentos que recaem sobre os fazeres artísticos mediante o meio em que se desdobram. Que esse compartilhamento seja um traçar-prova de tudo que foi desdobrado nestes tempos, nestas propostas e nestes corpos diante de todas as pessoas que se envolveram/envolvem/envolverão com este projeto.










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